a flor da minha vida e eu.
>> sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Vida. Sempre foi uma palavra que me trouxe o maior ponto de interrogação que já conheci. O que é? Pra que serve? Por quê? As pessoas não nascem sabendo e quanto mais elas vêem a sordidez das existências menos elas gostam. Talvez minhas palavras soem incompreensíveis, mas lembre-se que sou apenas uma gota num oceano... Eis a vida...
Perdida no espaço brumoso. Tenho tantos porquês que nem mesmo eu, se tivesse um livro de respostas, conseguiria respondê-los... Eu tenho que mudar tudo que sou e que fui? Melhor? Eu tenho que ser a melhor e dar o que há de melhor em mim?
Sim.
Não posso me deixar afogar em mentiras, não posso deixar que os furacões me levem, portanto eu fico, fico e continuo ficando! Ficando aonde? Ficando sós, nas trevas, mas lembro-me de que uma criança que tem medo do escuro... Minha vida passa como um beija flor voa sobre a rosa-chá, como os pássaros passam voando por minha janela, o que fica? Apenas os vermes fumando sobre o mundo, elevando minha mente ao nada...
Grito com toda a minha força, meus pulmões parecem estourar e minhas cordas vocais eu sinto como se elas fossem arrebentar, e quem me ouve? Ninguém, além dos vermes que os abafam e riem. A cada minuto eu sucumbo. Perdida no meu mundo, mas sinto, às vezes, como se não pertencesse a lugar nenhum. Sem nada para fazer, com tudo para fazer, sem vontade de fazer. Tudo está em minhas mãos por isso não peço matéria, peço alma. Quero anjos, quero vida...
Olá, minutos de alguém... Vós que me tiram o sossego, por quê? Eu só quero amar, isso não é pedir muito. Quem dera ser uma borracha para apagar a dor de um peito arfante... O que serão das palavras, das pessoas, da beleza?... Mitomania... As palavras que se aprende e depois se deseja desaprender... Ah, que bela arte!
A esperança existe, porque as pessoas conhecem a verdade. A ilusão existe, por causa das pessoas de sonhos “inférteis”. Envelhecendo tudo como cordas de um piano, as notas são precisas, então dancemos juntas graciosamente, minha querida. Sem olhos eu a vejo, sem mãos eu a toco, sem coração eu amo... Atiça meus músculos, queima meu sangue, laça meus braços...
Borgonhas rotulados e açucarados, carvalho é nobre para a sujeira de uma mente insana. Perfeccionismo. Os caminhos da vida, paralelos. Liberta-te pobre demônio acorrentado e espalha tuas sementes. Eu não te ordeno mais, eu te peço a caridade aos irmãos. Os sonhos que se tornam grandes demais; sonhemos outros então. Eu sou auto-suficiente, mas não tenho braços para abraçar-me...
“Flocos de neve caindo ao redor da mansão escura e solitária. A mansão sombria, corredores soturnos. Aparentemente não há ninguém lá. O vento cortante. As cortinas amareladas e velhas esvoaçam.Há uma garotinha perto da lareira apagada. Ela apóia a delicada cabeça nos joelhos pálidos e os abraça forte. Não há ninguém com ela, o medo infantil a assola. Pensamentos maneiristas transpassam sua mente.
Lágrimas molham seu vestido branco; ela chora, só chora. Não quer pensar nos motivos que a fazem chorar, só chora. Um pranto sem consolo. Não há ninguém para abraçá-la, ninguém para dizer que tudo vai ficar bem, o verão vai levar a dor embora.
Só há uma vela na sua frente; é a única luz que ela vê. Ela observa a vela derretendo e pensa que deve ser assim que a tristeza age em seu âmago. A melancolia derrete, desfaz a alegria aos poucos.
Pequenos flocos de neve caem suavemente no vidro da janela. Simplesmente caem. A pequena garota levanta a cabeça e tenta sentir os flocos de neve em seu rosto, um rosto branco como mármore. A pequenina fecha os olhos marejados, tenta esquecer toda a tristeza, toda a melancolia, angústia e agonia. Esquecer tudo. Sentir a neve caindo nos seus cabelos inexpressivos, era só o que ela almejava.
Quando a imaginação não é mais suficiente, queremos sentir, tocar, ouvir. As pernas trêmulas fazem um enorme esforço para levantar a menina triste. Ela anda na direção da porta.
Só a luz tênue da vela, quase inexistente, iluminava a imensa sala. É tão difícil seguir em frente e tentar sair daquele lugar. A garotinha tem medo do que a espera lá fora. Um mundo completamente desconhecido...”
..mas, a vida é como uma estrela que mesmo sem conhecê-la direito ainda linda...
1 comentários:
guardo estrelas em mim deles, mas eu não me atrevo a ter. tenho? tinha? sempre vou me atrever a tê-las.(deles)
e tenho.
a
ter
lá.
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