little louise.

>> segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Aquela voz divina, a dor em cada nota atravessada, dilacerando o peito. Cantava com aquela voz desesperadamente linda que só a Callas tem, 'o belo e o sublime', como diria Dostoiévski. O tom mais alto, as lágrimas incontidas; vontade de fazer o quê? Parar de respirar? Boiar numa banheira? Fumar um cigarro? Pular da janela mais alta? Correr até que as pernas se percam na escuridão daquela voz? Gritar até que a pessoa amada ouça? Morrer.

Eu estava aos prantos. 'Smile and hope, I'm love. All around is blood and dirty. I'm divine, I'm Oblivion. I'm the god who will save the world. I'm coming from heaven to make a paradise on earth. Ah, i'm love, i'm love. LOVE. ' O pai chega em casa e abraça a pequena Louise, a filha tão amada, tão frágil. E eu queria desaparecer nessa cena. Porque poderia ter sido assim, poderia ter sido tudo diferente. Eu queria vê-lo entrar pela porta do passado e não sentir medo, não me sentir culpada, sem me proteger com o cobertor de estrelinhas. De em sentir amada e protegida. De ouvri um eu te amo sublime e puro.
Ah, como eu queria ser a pequena Louise.

2 comentários:

tay. 25 de agosto de 2008 às 06:48  

amor na ponta dos dedos. amor caindo no papel. amor indo embora. amor doendo. amor fazendo sorrir torto. amor.



foi o que eu senti.

Patrícia Lino 25 de agosto de 2008 às 18:00  

amor, por assim dizer...
conjugado.