>> terça-feira, 14 de julho de 2009

nem sei como começar, talvez nem devesse. aquele filho da puta ainda me persegue, mesmo quando eu durmo ele está lá, infernizando com aqueles olhos baixos. não imagina o quanto eu odeio qualquer rastro dele. e eu acordei podre, mesmo, é essa a palavra. e esses dias foram ruins para mim, m. eu não sei o que acontece comigo, só não queria ficar muito tempo perto de ti por não saber como agir, não queria parecer ressentida, não queria que te sentisses culpada ou que me pedisse desculpas. porque ninguém merece desculpas, na verdade. eu estava acordada quando entraste no quarto, fiquei esperando tu finalmente vires dormir, mas no fim não tive coragem de conversar contigo, porque eu não sabia o que dizer. seilá, desculpas? mas pelo quê? por eu ser uma idiota arrogante e orgulhosa, então me desculpa, de novo. essa palavra parece se repetir ao longo dos dias por aqui. eu só queria que as coisas ficassem bem, debilmente bem.
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