sempre ela.

>> sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cada fio descolorido me faz morrer, morrer para ficar mais perto dela. Os olhos de indizível tristeza, os traços de profunda solidão. Queria que alguém, qualquer um sussurrasse o motivo dessa dor. Essa que atravessa meu peito toda vez que ela assombra meus pensamentos.
Ela mora lá, atrás da porta que tanto tentei proteger , em vão. Construí muros intransponíveis, joguei feitiços...Chamei a porta de indiferença, mas agora a porta tem o nome dela.
As palavras tão doces e aquelas que fazem os ínfimos fios de alegria se esvaírem. O rosto dela está estampado nas paredes,a voz dela ecoa nos meus cd's. Os lençóis, as cortinas, até as minhas roupas têm o cheiro dela. Um olor que nem conheço muito bem. Ela tem cheiro das coisas boas, mas também tem o gosto das minhas lágrimas.
De repente ela machuca, eu sangro. E tento expulsá-la, tento apagá-la. Mas eu não consigo, não quero esquecer o sorriso caótico. Ela é um pedaço inerente do meu âmago.
Eu não quero que o lugar atrás da porta fique vazio de novo.

2 comentários:

Unknown 1 de agosto de 2008 às 16:52  
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tay. 1 de agosto de 2008 às 16:53  

elas machucam com espinhos de flor: pequeno, fundo e tão dolorido e bonito.