flores não apodrecem.

>> domingo, 7 de dezembro de 2008


não, não. eu não quero apodrecer, flor. não quero que tudo isso vire adubo e nasça uma avenca. e eu sei que tu não consegues querer nada, mas eu fico querendo por nós duas. tu és a coisa-inefável-incrível de mim, desse eu que nem existe mais, que se esconde nas esquinas da tua cidade, debaixo da tua cama, na tua sombra. me cuida e me salva daqui que eu te salvo e te cuido.


[Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.]

1 comentários:

Raisa. 9 de janeiro de 2009 às 16:50  

as flores existem, talvez, para apodrecer, mas existem. E eu te carrego para longe dessa aflicação-tom-pastel, porque até o amarelo das folhas secas será lindo, contigo, flor-azul-flor.