>> sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Essa sensação sem-nome talvez resuma-se na angústia do teu nome. Eu não me importo, tanto faz, não sei- tudo mentira, eu só queria amenizar essa palpitação. É como se tu estivesses roubando tudo o que eu finjo ser.

Estás aqui, atormentando-me. Estás em todos os lugares, como um deus sádico. Pensas que eu não sei que te espreitas nas páginas amareladas que sou. Paranóia, paranóia. E me é impossível não te ver sentado naquela escada imunda, meio bêbado com um cigarro entre os dentes.

A camapainha estrídula, o som da minha felicidade desconhecida- os dedos céleres se escondem e se cruzam febrilmente, é ele é ele só pode ser ele. Mas ouço passos que não são os teus na escada, então os dedos se separam e se perdem despedaçados pela esperança inútil de que virias.

3 comentários:

Jugs 2 de janeiro de 2009 às 12:08  

te amo incondicionalmente...
lindo texto... como sempre

Unknown 4 de janeiro de 2009 às 21:08  

Ah, sua amiga me passou seu blog, disse que tinha um estilo parecido com o meu de escrever. Adorei, tem muito material bom por aqui, parabéns! :D

Patrícia Lino 22 de fevereiro de 2009 às 04:25  

psst. psst.
venho aqui para ler mais e não há mais. Actualize isto, Dona menina dos cinco minutinhos.

sim, sim?


abraço, abraço :)